MARECHAL CÂNDIDO RONDON LUTA CONTRA A ESCOLA SEM PARTIDO

Projeto de lei mesmo sendo vetado pelo chefe do poder executivo ainda pode ser derrubado trazendo prejuízos na educação pública no Paraná

A Escola sem Partido é a atual estratégia de tirar da Educação Pública a oportunidade em ser crítica e inovadora. Segundo grandes estudiosos da Educação, a escola é a instituição de ensino responsável por sistematizar e garantir a convivência intelectual e social da população sobre as experiências da ciência e da sociedade. Ela tem em sua cerne o caráter plural presente nas pessoas.

Não cabe a Educação enquanto política pública e direito social tendenciar à não dizer com o intuito de monopolizar a prática educativa. É na escola que se encontram as divergências, pensamentos, reflexões e possibilidade de uma sociedade além dos muros.

Porém, apesar de toda esta filosofia que se constituiu para assegurar a escola este espaço do saber, movimentos conservadores são contra uma educação que tenha como seu valor máximo a liberdade. O movimento Escola Sem Partido tenta não dizer sobre a realidade e pluralidade social, aniquila as diferenças entre nós humanos dentro do espaço escolar.

Em Marechal Cândido Rondon, no Paraná, o movimento endossado pelo MBL (apoiador do golpe de estado que retira através da PEC95 recursos na própria educação), além dos vereadores Ronaldo Pohl PSD e Adelar Neumann DEM buscam vetar o veto do prefeito Marcio Rauber.

O prefeito apontou irregularidades na proposta da lei apresentada pelo legislativo, inclusive indicando a inconstitucionalidade e as razões factuais que resultaram em seu veto, porém o risco deste veto ser derrubado no plenário da Câmara de Vereadores ainda é eminente.

Segundo o entrevistado Mário Elizeu Hermann, algumas perguntas devem ser colocadas para a população do município, entre elas o porquê um parlamentar teria tanto interesse em uma lei tão polêmica a ponto de reunir grupos fascistas no município como trazer de outros locais o MBL? O que se ganha trazendo dirigentes de movimentos que pregam práticas antipopulares uma vez que o projeto não proporciona ganhos reais para a educação.

Estas e outras reflexões nos fazem crer que a Escola sem Partido tem sim um partido, que entre outros interesses é o de retirar a diversidade humana tão presente em nossa história nacional.

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Direitos HumanosEducaçãoEscolas em LutafascismoMBL
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