PM de São Paulo ataca manifestação no dia da Independência do Brasil

Com bombas de gás e balas de borracha, a Polícia Militar reprimiu, neste dia 7 de Setembro, cerca de 200 manifestantes autonomistas que protestavam de forma pacífica

A Polícia Militar atacou, neste dia 7 de Setembro, manifestação com cerca de 200 autonomistas, que protestavam pacificamente em São Paulo, contra a perda de direitos, como o passe livre estudantil, reforma trabalhista, violência policial além de se colocarem contra a exaltação do nacionalismo no dia da Independência do país.

A manifestação, organizada e convocada por meio das redes sociais, começou por volta das 17:00h na frente do teatro municipal, região central da cidade. Seguiu pela R. Barão de Itapetininga  e seguiu pela Av. Ipiranga até a rua da consolação. Os manifestantes seguiram durante todo o trajeto de forma pacífica e entoando palavras de ordem contra o prefeito, o presidente e contra a violência policial. O contingente policial que seguia o ato era composto por cerca de cinco viaturas da PM, três da Força Tática e aproximadamente 10 motos da ROCAN (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas).

A jovem Jéssica, foi imobilizada na avenida Consolação, perto da praça Roosevelt, por vários policiais que a obrigaram a se ajoelhar no chão (típica humilhação). Não houve motivo para sua detenção, apenas a sua participação constante em manifestações e seu reconhecimento pelos policiais bastou para que, em um momento que estava mais afastada do ato, fosse violentamente presa. Algemada, ela foi conduzida ao 78º DP, na área dos Jardins. Manifestantes que acompanharam a detenção da jovem, para evitar mais abusos, ao se aproximarem foram reprimidos com violência.

O ato, então, seguiu pela praça Roosevelt e chegou à rua Augusta. Novamente, inúmeras bombas e balas de borracha foram lançadas contra manifestantes, mas desta vez como retaliação pelo fato de os manifestantes terem esticado no asfalto uma bandeira do Brasil. O policial, mostrado nas imagens abaixo, se sentiu no direito de intervir na manifestação e arrancar a bandeira dos manifestantes (garantindo, com arma em punho, que os manifestantes não o impedissem). Assim que o policial com a bandeira retornou ao cordão policial, as bombas e tiros começaram.

Na confusão, a polícia deteve mais um manifestante que foi encaminhado também para o 78° DP. A manifestação continuou por mais um quarteirão, sob forte chuva de bombas. Tentando se refugiar, os manifestante tomaram caminho pela rua Marquês de Paranaguá, onde a polícia continuou a atacá-los. Mais dois manifestantes foram presos e não foi informado para onde seriam levados.

A manifestação se dispersou, mas o show policial continuou na praça Roosevelt, que foi tomada por viaturas e fechada por cordões policiais.

Os acontecimentos do ato demonstram como funciona a lógica policial: ferir manifestantes pode. O que não pode é fazer protesto com a bandeira nacional, esse pano verde e amarelo, que é todo dia é enxovalhada pelos podres poderes da República.

Hipocrisia e negação da liberdade de manifestação e expressão: a gente vê em São Paulo!

  • ATUALIZAÇÃO: A Jovem Jéssica já foi liberada e a equipe do vereador Suplicy a acompanha.
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3 comentários:
  • Marinelson
    7 setembro 2017 at 21:59
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    Esqueçam de protestar neste momento em que vivemos no Brasil. Temos que ver malas de dinheiro pela TV e nada de protesto. Se tiver se prepare para levar porrada da policia. Mas vivemos numa democracia. Em São Paulo aí é que não pode reclamar. Todo o rigor da lei. Tudo dentro da normalidade. povo desarmado é povo oprimido.

  • Vitório Tomaz
    8 setembro 2017 at 10:42
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    Triste história, muito pouco por um pedaço de pano

  • Mais um jornal como os outros
    9 setembro 2017 at 12:37
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    Bem imparcial esse jornal em. Igual a todos oa outros jornais.

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