Energia elétrica: o fantasma do apagão passado e a bandeira vermelha de hoje

por Ana Flávia Lima
Brasília, DF, Brasil, 20/09/2017: Barragem de Santa Maria apresenta nivel baixo de água Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A capacidade nacional de armazenamento de energia do Brasil, hoje, está em 26,3%. É o que aponta o relatório de ontem do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). E daí, se em época de estiagem chove menos e as termoelétricas estão a todo vapor, graças a investimentos massivos nos governos Lula e Dilma? Nada que impeça os jornalões de anunciarem, sem estardalhaço, que o Governo Temer deverá liberar a bandeira vermelha nas tarifas de energia elétrica já no mês que vem.

Bandeira vermelha cria um custo adicional de R$ 3,00 por cada 100 quilowatts-hora (se for estabelecida no Patamar 1) ou de R$ 3,50 (Patamar 2).

No final de 2013 e no decorrer de 2014, Dilma foi perseguida pelo fantasma do apagão, criado pelos mesmos jornalões. Um apagão que nunca houve nem poderia, como repetia Dilma com a convicção que tem um Governo que construiu 11 mil km de novas linhas de transmissão e ampliou de 80 gwt para 132 a capacidade de geração nacional.

Na época do fantasma que assombrou o natal de Dilma, a crise hídrica gerada por dois anos de seca no semiárido nordestino mal foi levada em conta quando a capacidade nacional de armazenamento começou a cair, dando asas à invenção de manchetes como “má gestão de Dilma cria risco de apagão”.

Nos textos de hoje, os mesmos jornalões preparam o espírito da família brasileira (que gasta, em média, 150 kWh por mês) para o aumento com frases como “autoridades do setor elétrico anunciam” (note que nem Governo nem empresários são sujeitos da frase). E o motivo é simples: “a falta de previsão de chuvas nessa época do ano”.

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