Qual o plano de Doria Jr. para os estudantes?

O passe livre para estudantes restrito a duas viagens, com integração, sem dúvida, corta a possibilidade da juventude de ter direito ao conhecimento e à vida.

Art. 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

Com embasamento legal e constitucional, nesta quarta (12), a partir das 16h, em frente ao prédio da Prefeitura de São Paulo, estudantes se manifestam contra mais essa ideia desastrosa da gestão Dória. Depois de todo o festival de sandices praticadas durante os primeiros 6 meses de gestão, agora, o prefeito abre o segundo semestre de 2017 com a notícia de alterações prejudiciais ao programa do Passe Livre.

Ignorando totalmente a existência do ECA, a nova regra de Dória, que entra em vigor em 1 de agosto, vai restringir as viagens a dois períodos de duas horas. A alteração foi assinada pelo secretário de Mobilidade e Transportes, Sérgio Aveleda, e publicada ainda no sábado (8/7) no Diário Oficial.

Na regra atual, o estudante da rede pública de ensino fundamental, médio e técnico, de comprovada baixa renda, além de beneficiários do Fies e do Prouni pode realizar até 8 viagens diárias gratuitas no transporte público.

Com mais esse disparate, Dória vai inviabilizar a passagem dos moradores da periferia para o centro e outros bairros, É como se o prefeito pretendesse isolar o centro dos bairros mais afastados e no caso dos estudantes, é como se o limite do aprendizado fosse restringido apenas às salas de aula. Trata-se sem dúvida, de mais um aspecto claro da política higienista do gestor e dessa vez, marcada pela exclusão da juventude dos espaços públicos. Ou seja, estudante pobre terá o direito de estudar e mais nada. E o dever de trabalhar, claro, pois neste caso, ele terá o Vale Transporte e 6% de desconto de seu salário. Lei nº 7.418/85.

(Foto: Christian Braga / Jornalistas Livres)

O passe livre para estudantes restrito a duas viagens, com integração, sem dúvida, corta a possibilidade da juventude de ter direito ao conhecimento e à vida.

Restam algumas perguntas que o prefeito precisa responder.

Estudante tem meia entrada no cinema, teatro e outros eventos culturais, mas sem Passe Livre, como fará para acessá-los?

Qual é o problema em encarar o passe livre como uma política pública de investimento na juventude?

E por fim, a vida da juventude vale menos que o lucro das empresas de transporte?

O passe livre precisa ficar! Por isso, os estudantes vão hoje às ruas. O Passe livre precisa continuar sendo livre!

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