Ocupação Mauá celebra a vida, a cultura e o amor, apesar da ameaça de despejo

Povo sem teto mostra que poesia, teatro, grafite e música têm tudo a ver com resistência e luta por moradia

Fotos dos Jornalistas Livres

O edifício da rua Mauá, bem ao lado da Estação da Luz, no centro de São Paulo, é o lar e a moradia há 10 anos de cerca de 300 famílias sem teto. Crianças, mulheres grávidas, idosos convivem ali em harmonia, celebram alegrias e dividem as tristezas. Agora, este oásis de cultura, amor e resistência, bem no meio da cidade tão degradada, está ameaçado de desaparecer, por conta da ordem de despejo do juiz Carlos Eduardo Borges Fantacini, da 26ª Vara Cível.

O prédio onde fica a Ocupação Mauá passou mais de 20 anos completamente abandonado, apodrecendo por falta de uso.

 Em 2007, um grupo de famílias trabalhadoras, engajada no movimento por moradia digna, ocupou o edifício e deu novo sentido ao velho prédio. Em comum entre elas, estava a baixa renda e a incapacidade para arcar com os custos do aluguel, cada vez maiores, mesmo em imóveis de remotas periferias.

De lá para cá, foram inúmeros mutirões para a limpeza, reforma e conservação da habitação.

Neste sábado, 24/6, a ocupação abriu seu grande pátio comunitário para eventos e atividades culturais, num encontro que misturou muita música, poesia, grafite e teatro.

O festival foi uma celebração de amor, de luta e de união, mas também um apelo para que não se cumpra o decreto de reintegração de posse, que representa o fim do sonho de uma vida coletiva, sob um teto comum, das famílias que serão colocadas na rua.

Veja as fotos e o astral lindo da ocupação, porque…

QUEM NÃO LUTA TÁ MORTO!

#NenhumaOcupaçãoAMenos

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