Cores, caras e sorrisos de luta no 55º Conune

Um ensaio sobre a diversidade de quem ocupa, neste feriadão, o campus da Universidade Federal de Minas Gerais

No despertar para o Congresso da União Nacional dos Estudantes, a Universidade Federal de Minas Gerais se encheu de povo nesta quinta-feira (15), o que não é visto há muito tempo, já que a política da UFMG é de repressão aos não estudantes. Ou melhor, aos não estudantes que são negros, periféricos e pobres.

Se no Conune 2017, movimentos sociais, mulheres, negras, negros, LGBTs, e norte, nordeste, sul, sudeste e centro-oeste do país estavam representados, nas cadeiras das salas de aula, o que se vê é mais do mesmo na UFMG e na maioria das instituições: a meritocracia reinando em prol do direito à educação pública, gratuita e de qualidade.

Nos últimos anos, principalmente em 2014 e 2015, a UFMG fechou as suas portas para os visitantes, com as desculpas de aumento de roubos e a realização de festas não autorizadas no campus, agora ela se vê obrigada a receber àqueles que antes só ficavam das grades da Av. Antônio Carlos para fora.

As festas acontecem desde o surgimento do Campus e da Universidade enquanto instituição que lida com diversos jovens estudantes. Ela só começou a incomodar quando a juventude periférica passou a frequentar os antros de diversão noturna da instituição, e vender produtos durante estas festas.

Explicando: quando os estudantes faziam o “Na Tora”, a tradicional festa de quinta-feira a noite dentro do campus, a vida seguia um ritmo normal, mas com a chegada de “pessoas de fora”, o problema parece bem mais gritante. Racismo institucional. Preconceito. Mas “hoje é dia de alegria”, então vamos pintar a Universidade com as cores da rebeldia. Confira as pessoas que estiveram presentes no 55º Conune nesta quinta-feira (15):

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