Em ato simbólico, Guaranis encenam a “cura” dos colonizadores

No páteo do colégio, centro de São Paulo, marco inicial da fundação da cidade pelos Portugueses e Jesuitas, apresentação teatral dos Guaranis do Jaguaré, captura Borba Gato e Padre Anchieta para fazer um ritual de cura
Ato dos Guarani pela cura dos colonizadores, em frente ao páteo do colégio em São Paulo. 15.06.2017. Por Fernando Sato

Representantes indígenas Guaranis das aldeias do Jaraguá, São Bernardo e Parelheiros, e Tupinambás da Bahia, fizeram esta semana um ato contra o genocídio do povo indígena e cobrando pela demarcação das terras já, em pleno Páteo do Colégio, ponto zero da construção portuguesa da cidade de São Paulo.

O ato contou com uma apresentação teatral onde os bandeirantes e a colonização jesuíta foram colocados como personagens principais do início do massacre indígena pelo homem branco. Na cena, Borba Gato e José de Anchieta foram “capturados” pelas tribos Guarani e Tupinambá e passaram por um processo de cura.

Sonia Barbosa (Ara Mirim), liderança da tribo Guarani Mbiya do Jaraguá e Yakuy Tupinambá, anciã da etnia Tupinambá, da Bahia, leram um manifesto histórico, um libelo libertário de um passado ainda presente.

Os responsáveis pelo Museu Padre Anchieta e da Igreja Beato Anchieta, localizado no local, fecharam as portas durante a manifestação. Outro detalhe. Duas visitas escolares monitoradas afastaram as crianças da presença indígena. A história continua sendo contada apenas pelos homens brancos.

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