CONTRA O ARBÍTRIO, EM SOLIDARIEDADE A REINALDO AZEVEDO

Seja contra quem for, um ataque contra a liberdade de expressão é um ataque a todos
Reinaldo Azevedo, em foto tratada por Joana Brasileiro
O jornalista Reinaldo Azevedo é um colunista preconceituoso, violento e, certamente, um dos artífices da mentalidade fascista e intolerante que vem tomando conta do Brasil. Foi ele que cunhou a expressão “petralha”, para impingi-la como um xingamento aos milhões de militantes que lutam por um mundo menos cruel, injusto e desigual.
Pois eis que o colunista de Veja, apanhado em grampo com Andréa Neves, a irmã que é Aécio, viu sua conversa vazar pela imprensa, sem que crime algum tenha sido rastreado no diálogo ameno, até desinteressante, posto que mera fofoca.

A divulgação do grampo foi feita pela Procuradoria Geral da República, que precisa explicar por que o fez.

Trata-se de óbvio atentado ao princípio constitucional do “Sigilo da Fonte”, base do melhor jornalismo. Mas tem mais.  Constitui-se em tentativa de intimidação do jornalista que, nos últimos tempos, tem-se mostrado crítico aos rumos seguidos pela Lava-Jato. Por fim, é causa de constrangimento ilegal, já que Reinaldo é flagrado em críticas à direção de Veja.
O fato é que o colunista pediu para sair da revista, no que foi prontamente atendido pela direção editorial do panfleto golpista que, mais uma vez, mostra não ter nenhum apreço pelos princípios basilares da imprensa livre.
Jornalistas Livres sabem que o arbítrio não se pauta pela defesa da livre manifestação e expressão. Ao contrário: tem dela verdadeira aversão. Hoje é Reinaldo, como ontem foi o blogueiro Eduardo Guimarães, arrastado de casa numa madrugada para o bunker da PF em São Paulo.
A mídia independente não pode silenciar tanto em um caso quanto no outro. Em nome da Democracia, da liberdade de expressão e das garantias constitucionais ao exercício da profissão de jornalista, o coletivo Jornalistas Livres expressa sua solidariedade a Reinaldo Azevedo e a todos os cidadãos a quem o poder econômico, político, jurídico e midiático queira calar.
PS: Reinaldo Azevedo deve se arrepender do post que publicou em 20/11/2011, que vc poderá ver aqui, antes que tirem do ar…  Mas, se tirarem do ar, aqui tem um print da página:

Print da página de Reinaldo Azevedo, na veja

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7 comentários:
  • Daniclei Pereira Alves
    23 maio 2017 at 20:12
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    Olha gente, todo mundo já está sabendo da máfia que esses grupos conduziam. Andrea Neves era o terror dos jornalistas em Minas, se ele estava dialogando amigavelmente com ela, que arque com as consequências.

  • Henrique Beltrão
    23 maio 2017 at 23:24
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    Quero que ele se lasque! Tô achando é pouco!! E foi ele que pediu, então, paciência!

  • José Leandro Majó Pierini
    24 maio 2017 at 8:15
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    Sinceros cumprimentos pela coerência e lisura de seu comportamento. Cada vez crescendo mais no conceito de seus leitores.

  • coxinha
    24 maio 2017 at 10:31
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    é até patético ver um blog petralha esquerdopata lobotomizado, dizer que Reinaldo Azevedo contribuiu para o fascismo criando explendidamente o termo petralha para nomear uma quadrilha e seus seguidores neófitos, lobotomizados, movidos a mortadelas e cach~es diários de cinquenta reais…..realmente foi a primeira e última vez que li este lixo de bloq fascista racista NAZISTA, FUNDAMENTALISTA, MACHISTA!

  • Luiz Fernando
    24 maio 2017 at 14:16
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    Como sempre, Jornalistas Livres mostra o verdadeiro lado da ética profissional. A defesa de odioso Reinaldo é na verdade a defesa de algo maior, liberdade de expressão. Parabéns.

  • Dalmir
    24 maio 2017 at 15:36
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    O assunto tratado nos áudios são de interesse da Lava Jato e não era o telefone do jornalista que estava grampeado, mas o da investigada e a conversa não era exatamente um tema de interesse jornalístico, mas uma tramoia entre os dois. Reinaldo de Azevedo, assim como a esmagadora maioria da imprensa, desconsidera e desrespeita completamente preceitos legais em nome de um princípio que rege a profissão, para a classe jornalística, “tudo vale em nome da liberdade de imprensa e do sigilo da fonte”. Ora !! Nenhum, mas nenhum direito pode ser absoluto dentro de um Estado de Direito. Note que a imprensa não tem o menor constrangimento em violar uma determinação judicial de sigilo de informações constantes em uma ação penal. Mesmo havendo o decreto de sigilo, se a imprensa teve acesso, cometeu crime a fonte e cometeu crime a imprensa por publicar conteúdo sob sigilo judicial. Reinaldo de Azevedo nunca se manifestou contra esses procedimentos que são prática comum do próprio empregador, a revista Veja. Repito, nenhum direito é absoluto, nem mesmo o direito à vida, vide CF, Art 5º, XLVII – não haverá penas: a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX.. Se há crime ou não nas conversas entre Andreia e Reinaldo, isso é controverso, pois fica evidente que ele busca entrar em conluio com a interlocutora para criar informações que imputem ao Janot o uso da Lava Jato como tabuleiro político para lançar-se candidato à presidência ou ao governo de Minas. Isso pode até ser verdade na mente de Janot, mas um jornalista usar isso com o intuito criar prejuízo à Operação Lava Jato é extremamente grave. Nesse momento ele deixou de ser um jornalista que se pretende sério e isento para ser só mais um militante partidário inescrupuloso como qualquer outro.

  • Tel Wender
    28 maio 2017 at 9:08
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    Se há alguma controvérsia sobre a lei permitir ou não o vazamento da conversa de Reinaldo, não investigado, com alguém grampeado, parece-me clara a intenção de retaliar às sistemáticas críticas de Azevedo a Janot e à Lava Jato. O jornalista, adversário das esquerdas, apontou erros – creiam – até no interrogatório de Lula, entendendo que o ex-presidente não teve seus direitos respeitados. Já havia agido assim ano passado no episódio da condução coercitiva. Parabéns à página, a Laura Capriglione, pela isenção e defesa da liberdade de imprensa e expressão. O ato cheira a cassação truculenta de um “empecilho” desagradável aos prepotentes e “inquestionáveis” métodos da operação.

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