México: Mulheres Zapatistas gritam “Fuck Trump!” em abertura de evento

EZNL chamou Temer e Macri de psicópatas e corruptos: “Sempre dispostos que outros morram e que eles cobrem”
Abertura do Encontro Zapatista de 2017 em Chiapas, México.
Abertura do Encontro Zapatista de 2017 em Chiapas, México.

ESPECIAL MEXICO ZAPATISTA

Texto por  Caio Santos,  por Facundo Cardella especial para os Jornalistas Livres

A Comissão Sexta do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZNL) abriu seu discurso com um multilinguístico grito de “Fuck Trump!”, encabeçado pela metade feminina do comando, em um encontro na Universidade de La Tierra, em Chiapas na noite de ontem, 12 de Abril. Cada  representante mulher se revezou com um protesto dito em diferentes línguas indígenas, concluído com uma tradução geral para o espanhol feita pela Cmte. Dalia: “Chinga a tu madre Trump!”. O manifesto serviu com uma abertura do seminário de Reflexão Crítica “Os muros do Capital, As Gretas da Esquerda”, primeiro evento aberto convocado pelo Exército em 2017. O encontro conta com a participação de vários intelectuais mexicanos e estrangeiros que discutirão a conjuntura atual do mundo.

Abertura do Encontro Zapatista de 2017 em Chiapas, México.

 

O EZNL é um grupo de guerrilheiro natural do Sul do México, que controla a maior parte do estado de Chiapas desde 1994, quando populações indígenas da região se levantaram contra o corrupto e ausente Governo Federal, assim como políticas de austeridade impostas pelo presidente neoliberal Carlos Salinas. Desde então, a zona é governada por uma junta independente e democrática, organizada por indígenas, campesinos e mulheres locais. O movimento é uma referência internacional por conseguir com sucesso se desenvolver de forma autônoma, com protagonismo de comunidades historicamente excluídas no México, além de uma estética particular. Todos seus membros tapam seus rostos com máscaras em público para fortalecer uma  identidade coletiva.

Abertura do Encontro Zapatista de 2017 em Chiapas, México.
fotos Facundo Cardella


Abertura do Encontro Zapatista de 2017 em Chiapas, México.
fotos Facundo Cardella

 

Com a morte da persona Subcomandante Marcos em 2014, que servia como liderança simbólica  da organização, hoje o principal porta-voz está na figura do Subcomandante Galeano, que declamou uma poética e reflexiva fala. Dentre as inúmeras provocações, o guerrilheiro cita frases de incentivo a resistência em todo o mundo. “Um é tão grande como o inimigo que escolhe lutar e um é tão pequeno quão grande seja seu  medo”. Sobre a onda conservadora na América Latina, ele lembra que o capital tem seus vassalos. “O dinheiro busca e sempre encontra psicopatas dispostos a vender sua sede de destruição”, explica o Subcomandante. “Como Macri na Argentina, Temer no Brasil, Lopez em Venezuela, políticos, psicopatas e corruptos todos. Sempre dispostos que outros morram e que eles cobrem”.

O Seminário “Os muros do Capital, As Gretas da Esquerda” seguirá com mais intervenções da Comissão Sexta até este Sábado. Os Jornalistas Livres continuarão acompanhando as reflexões dos zapatistas e intelectuais orgânicos durante todo o evento.
#Zapatista

 

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