Escola da Vila é vendida a simpatizante do MBL

Ao imaginar uma educação libertadora, como ele a batizou, pensou em um trabalho pedagógico com um profundo e largo sentido humano. Um ofício de ensinar-e-aprender destinado a desenvolver em...

Ao imaginar uma educação libertadora, como ele a batizou,
pensou em um trabalho pedagógico com um profundo e largo sentido humano.
Um ofício de ensinar-e-aprender destinado a desenvolver
em cada educando uma mente reflexiva, uma amorosa sensibilidade,
um crítico senso ético e uma criativa vontade de presença e
participação da pessoa educada na transformação de seu mundo.
Carlos Rodrigues Brandão, sobre Paulo Freire

A Escola da Vila foi ferida de morte. Impossível dissociar da reforma educacional pretendida pelos sócios do golpe. Impossível separar do Projeto Escola sem Partido. A Escola da Vila, que teve Madalena Freire entre suas fundadoras, era uma das poucas escolas do país que se distinguia por valorar o pensamento crítico, por relacionar conhecimento e transformação social e por prezar trabalho democrático e participativo.
A Escola não foi formada por grupo empresarial, tampouco por fundo de investimentos. Ela nasceu, há quase quatro décadas, da união de um grupo de professores que queria ensinar, simplesmente ensinar com qualidade. Não buscavam formar patetas. O resultado foi reconhecido. Até pelo capital.

A Bahema S.A. comprou 80% da Escola da Vila

A venda foi anunciada à BM&FBovespa e à imprensa em 14/02/2017. No dia seguinte, as sócias da escola comunicaram aos professores, funcionários, alunos e pais de alunos. A notícia veio duas semanas após o início da ano letivo. Pais e mães ainda oscilam entre pasmos e enraivecidos. Fossem alertados no final do ano letivo, próximo ou passado, teriam tempo para decidir por outras escolas. A forma escolhida por vendedoras e compradores lhes deixa quase sem saída.

O que dizem as vendedoras?

As vendedoras afirmam em comunicado que: “Assim, é com grande satisfação que comunicamos a todos vocês que três grandes escolas brasileiras – a Escola da Vila, de São Paulo, a Escola Parque, do Rio de Janeiro, e a Escola Balão Vermelho, de Belo Horizonte –, com nítidas afinidades filosóficas e pautadas em teorias de educação contemporâneas, se reúnem numa sólida parceria com o objetivo maior de fortalecer nossos projetos pedagógicos precursores da valorização da autonomia, cooperação e pensamento crítico dos nossos estudantes”.
Pois bem, a Bahema comprou 80% da Escola da Vila, 5% da Escola Parque e ainda negocia com a Balão Vermelho. Não seria um tanto prematuro afirmar que as escolas estão reunidas em um “sólida parceria”?
“Neste momento, observa-se também forte movimento de consolidação de escolas que, em parceria com empresas, buscam melhorar a saúde financeira das instituições e viabilizar sua perenidade”, continua a nota, revelando possivelmente a real motivação para a venda.

Quem são os compradores?

Nas informações trimestrais de 30/09/2016, a Bahema S. A. definiu sua atividade dessa forma: “A Companhia não comercializa produtos ou serviços. Seu resultado compõe-se exclusivamente de: a) dividendos e juros sobre capital próprio das companhias nas quais possui investimentos; b) receitas financeiras de aplicações financeiras; e c) ganho na alienação de investimentos”. Em uma palavra: especulação.

Jair Bolsonaro, Fernando Holiday, Deltan Dallagnol e outros

As más notícias, no entanto, não param por aqui. O diretor de relações com o mercado da Bahema, Guilherme Affonso Ferreira Filho, foi o organizador do 3o Fórum Liberdade e Democracia, realizado em outubro de 2016. O principal convidado do 1o painel, “O papel do Estado no século XXI”, foi Jair Bolsonaro. O mediador foi Hélio Beltrão do Instituto Mises. Os outros painéis foram igualmente recheados de representantes da extrema direita.
Um dos homenageados do evento, ironicamente agraciado com o prêmio Luís Gama, foi Fernando Holiday, do MBL.


Ou outro homenageado foi Deltan Dallagnol, com o prêmio Liberdade 2016, o procurador do power point “não tenho provas, mas tenho convicção”.


Em resumo

Uma escola com valores progressistas foi vendida, pela professora Sônia Maria Barreira e suas sócias, para uma empresa de “Guiga” Affonso Ferreira Filho, simpatizante do MBL e dos procuradores seletivos da Lava Jato. O MBL é notório defensor do projeto Escola sem Partidos.

Não foram suficientes os ataques às escolas públicas. Um dos maiores símbolos da educação transformadora capitulou.

Notas
1 Para saber mais sobre a Escola da Vila e ver o comunicado sobre a venda veja: http://www.escoladavila.com.br/
2 Para mais informações sobre a Bahema S.A. veja: http://www.bahema.com.br/
3 Para assistir ao 1º Painel, O papel do Estado no século XXI, a participação da Senadora Ana Amélia, o cientista político Fábio Ostermann (fundador do Movimento Brasil Livre – MBL), o Deputado Jair Bolsonaro, mediado por Hélio Beltrão do Instituto Mises, veja: https://www.youtube.com/watch?v=0N0vJ4aBb9g
4 O 2º Painel, O que queremos ser quando crescermos, do 3º Fórum Liberdade e Democracia tratou do tema da Educação e contou com Joel Pinheiro da Fonseca, Arthur do Val e Adriano Gianturco. A mediação foi de Júlio Bratz Lamb, diretor de relações institucionais e do Fórum da Liberdade do Instituto de Estudos Empresariais. Veja em: https://www.youtube.com/watch?v=nhHuJE6xos8

5 O 3º Painel, Desigualdade vs Pobreza, do 3º Fórum Liberdade e Democracia com a participação de Diogo Costa, Leandro Narloch e Raiam Santos. Com moderação de Wagner Lenhart. Veja em https://www.youtube.com/watch?v=0N0vJ4aBb9g&t=71s

6 Em resposta ao texto publicado pelos Jornalistas Livres, a Bahema, por meio de sua assessoria de imprensa afirma o que segue. Jornalistas Livres reafirmam sua preocupação com o destino de uma das escolas mais bacanas do Brasil, agora que uma empresa com nítidas ligações com o MBL e o projeto da Escola sem Partido assumiu o seu controle.

Nota

Prezados editores do Jornalistas Livres

Esclarecemos que a Bahema S.A. não defende nenhuma linha político-ideológica, não tem ligação com qualquer instituição política, movimento ou partido. A Bahema é uma empresa com mais de 60 anos de existência. A nova geração, que está à frente da empresa, escolheu a área educacional para se associar com o intuito de criar um grupo de escolas com projeto pedagógico semelhante, baseado no construtivismo e que defenda valores como democracia, ética e humanismo. Por isso, se associou também à Escola Parque, no Rio de Janeiro, e está em conversas com a Balão Vermelho, em Belo Horizonte. A Bahema associou-se à Escola da Vila por causa da sua história de quase 40 anos, por sua essência, e não para transformá-la. O objetivo é tornar o projeto sustentável e perenizá-lo. Reforçamos, assim, que a Bahema não apoiou institucionalmente os eventos a que a reportagem se refere. Os palestrantes em questão são os únicos responsáveis por suas declarações, que não refletem em nenhuma hipótese os valores e opiniões da Bahema.

Bahema S.A”

7 Pais e responsáveis por alunos estão divulgando um abaixo-assinado, em http://bit.ly/2lTkTA5 em apoio aos professores e funcionários da Escola da Vila:

Por que isto é importante

Os pais e responsáveis por alunos da Escola da Vila aqui abaixo‐assinados se solidarizam com a carta escrita pelo grupo de funcionários da escola (copiada abaixo). Apoiamos e reiteramos os valores estruturantes definidos por estes em tal documento, relativos a esta comunidade e suas necessidades imediatas.

CARTA ÀS DIRETORAS E NOVOS GESTORES DA

ESCOLA DA VILA

Prezadxs,

Frederico Affonso Ferreira

Guilherme Affonso Ferreira

Sônia Maria Barreira

Fernanda Azevedo Marques Flores

Vania Marincek

Ana Luiza Martinez do Amaral

Eva Diaz Alvarez

No dia 14 de Fevereiro de 2.017, os professores e professoras da Escola da Vila – os funcionários da administrativo uma semana depois‐, agrupados por segmentos, receberam a comunicação da nova composição societária da escola. Coube a diretora geral anunciar ao grupo a venda de uma parte importante da escola. Recebemos com surpresa tal comunicado, já que no decorrer no último ano, a diretoria não havia sinalizado tal intenção ou um risco financeiro que pudesse colocar em jogo o negócio, que é a escola. Logo após o término da última reunião, a grande mídia anunciou que os novos sócios haviam adquirido 80% das ações da escola e que as atuais gestoras administrariam os 20% restantes.

Frente à nova situação política, econômica e administrativa da Escola da Vila e de posses de poucas informações sobre os novos sócios, é que o grupo de funcionários iniciou uma pesquisa sobre o histórico público dos novos sócios, procurando compreender a escolha das diretoras e buscando conforto em acreditar que o projeto pedagógico da escola, tão caro a este grupo, estaria preservado. As publicações encontradas na rede, anexo a este documento, apresentam a intenção dos novos sócios em investir em educação desde Junho/2016 e um posicionamento a favor de uma educação liberal, contrária aos princípios e valores construídos e praticados pela Escola da Vila atualmente. Esta pesquisa gerou mais insegurança, pois não foi encontrado, em nenhum momento, algo que acalentasse esse sentimento coletivo e que demonstrasse que os novos gestores, de fato, acreditassem no tipo de trabalho desta escola.

Neste sentido, o grupo sentiu a necessidade de ampliar a discussão a todos os funcionários da escola e foram agendados encontros presenciais na tarde do dia 18 e na noite do dia 23 de Fevereiro. Com o comparecimento de cerca de 15% dos funcionários da escola em cada uma das reuniões, representando todos os setores, decidiu‐se elaborar uma carta de princípios a ser apresentada aos novos gestores, onde seriam elencados valores de máxima importância para quem trabalha nesta escola e constituir um Grupo Permanente de Discussão de Funcionários, um espaço horizontal e transparente em que se possa compartilhar informações, angústias e temores, mas também tomar decisões frente à nova relação de trabalho. O documento tem o intuito de iniciar um diálogo estruturado com os novos sócios e as diretoras.

Diante disso, o grupo de funcionários da Escola da Vila apresenta abaixo os valores estruturantes para esta comunidade e suas necessidades imediatas:

(1) Defesa dos valores do projeto político pedagógico:

(a) Uma educação construída sob os preceitos do construtivismo, inclusiva, humanista, socialmente solidária e participativa, cuja identidade se constituí em torno da defesa da diversidade e do estímulo e respeito à autonomia dos indivíduos.

(2) Transparência nas relações entre as instâncias institucionais:

(a) Abertura total do contrato feito com a Bahema: queremos saber quais são as metas do fundo de investimentos e se estas metas entram em contradição com nossos valores político‐pedagógico.

(3) Não à terceirização:

(a) Desde já, enfatizamos que não há neste projeto político pedagógico espaço para a terceirização. É impossível que o projeto de educação que almejamos e que construímos cotidianamente seja alcançado por meio da superexploração e precarização do trabalho, seja qual for a atividade (limpeza, administrativa, tecnologia, docência, coordenação, segurança, etc.).

(4) Regulação dos direitos autorais sobre a produção de material didático:

(a) A produção de material didático autoral e a reflexão didática é um dos principais valores deste projeto e compreendemos que a nova composição societária coloca a discussão sobre estes direitos em outro patamar. Queremos que a nossa produção intelectual seja garantida, reconhecida, preservada e que sua remuneração e uso sejam negociados diretamente com o coletivo de funcionários.

(5) Esclarecimento da situação do Centro de Formação:

(a) Foi‐nos comunicado que o Centro de Formação, inclusive seus débitos, foram absorvidos nesta negociação. Nesse sentido, queremos rediscutir os valores pagos aos professores formadores, seus direitos autorais e a relação de exclusividade destes professores com centro.

(b) Não assinamos nenhum contrato antes que sejam realizadas rodadas de negociação com os formadores do Centro de Formação.

(6) Isonomia salarial entre os segmentos, unidades e planos de carreira:

(a) Discussão do plano de carreira com o grupo dos funcionários, desde que se atenda a formação profissional e intelectual destes;

(b) Queremos o mesmo salário para o mesmo trabalho. Entendemos a centralidade que os primeiros anos da educação formal tem em nosso projeto político‐pedagógico e, portanto, não aceitamos mais que os funcionários dos primeiros segmentos sejam remunerados com valores abaixo dos outros segmentos. É preciso também equalizar os salários entre unidades. Não aceitaremos nenhuma estratégia de redução salarial por meio da criação de cargos e categorias especiais

(c) Profunda discussão salarial frente a nova situação e consoante ao trabalho exigido por este projeto.

(d) Construção de um plano de equiparação salarial entre os segmentos;

(7) Garantia de benefícios para além dos previstos nas convenções sindicais:

(a) Manutenção da bolsa de estudos dos filhos e filhas dos funcionários da área administrativa: queremos a garantia de que não haverá qualquer modificação nas bolsas de estudos fornecidas para os filhos e filhas de funcionários da escola. Acreditamos que as relações de trabalho que estabelecemos são fundamentais para a manutenção do nosso projeto político‐pedagógico.

(b) Equiparação dos benefícios (plano de saúde e cesta básica) de todos os funcionários aos dos professores.

(c) Construção de um alojamento digno e fim das limitações de circulação e usufruto dos espaços e equipamentos de uso comuns por todos os funcionários.

(d) Autonomia total do corpo docente na organização do currículo do Ensino Médio.

(e) Compromisso de melhoria de todas as formas de trabalho dentro da Escola e pelo direito de organização dos seus trabalhadores.Assim, solicitamos as diretoras e aos novos sócios uma reunião coletiva, com todos os funcionários da escola, reunidos num mesmo espaço, para apresentação dos novos gestores e discussão dos itens apresentados acima. NÃO PARTICIPAREMOS DE REUNIÕES POR SEGMENTOS E SETORES. Acreditamos que só o diálogo transparente poderá unir esforços para a preservação e manutenção de 37 anos de história desta escola e destes funcionários.”

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12 comentários:
  • robcruz
    24 fevereiro 2017 at 18:17
    Comente

    A Escola da Vila há alguns anos vinha exigindo que seus alunos fossem exclusivamente aqueles que tiravam conceito A nas avaliações. Um processo de seleção perverso, para conseguir bons índices de avaliação no Enem e com isso poder cobrar mensalidades exorbitantes. Meu filho estudou lá durante 5 anos e a medida que o ensino médio ia se aproximando eles ficavam cada vez mais ortodoxos em relação às notas dos alunos. Quando percebemos isso imediatamente mudamos ele de escola. Ficamos sabendo posteriomente que vários dos seus colegas, meninos ótimos, inteligentes, foram reprovados pois não atingiam a tal meta do conceito A. Isso os obrigava a estudar mais ou a saírem da escola. A tão famosa escola construtivista de São Paulo se tornou uma escola fascistóide e pelo visto conseguiram o que queriam ($$$), com esta grande negociação.

  • Alexandre
    24 fevereiro 2017 at 18:48
    Comente

    Que exagero!! Duvido que mudem algo relevante, os caras são homens de negócio, não vão por a perder, ninguém rasga dinheiro!

    Toda essa humanização custa 3 paus por mês, quem vai querer colocar uma renda dessas em risco! Dançarão conforme a música

  • alex
    24 fevereiro 2017 at 19:21
    Comente

    Parece que a agora só ficou o Equipe, aqui em SP… Tão tradicional quanto “era” a Escola da Vila.

  • Luciano Nunes
    24 fevereiro 2017 at 19:42
    Comente

    Ótimo que um fundo de investimentos queira colocar seus fundos na educação ainda mais investindo em escolas que trabalham de forma consciente a formação do pensamento. Que este ensino avance como o restante do pais e que tenhamos mais dinheiro para escolas como estas e menos mimimi e mais trabalho pra todos.

  • SILVIA DE CASTRO ARRUDA
    24 fevereiro 2017 at 20:03
    Comente

    Que horror!!!!!
    Destruição de todo lado…

  • Fernando
    24 fevereiro 2017 at 21:06
    Comente

    Ainda não entendi onde está o problema nisso. Alguém tem algo e resolve vender. Pura normalidade.

  • Fabio
    25 fevereiro 2017 at 13:23
    Comente

    Acompanho o trabalho da Escola da Vila há anos e acredito que é um projeto pedagógico consolidado, não é porque a escola foi adquirida por uma empresa de investimentos (ou especulação como queiram) o direcionamento filosófico será alterado, aliás um direcionamento independente sem ligação partidária ou de esquerda e direita.

    Importante esta injeção de “ânimo”, para que a Escola da Vila possa respirar e cruzar a crise que se instaurou na economia, aumentando a inadimplência e atingindo em cheio as escolas mais alternativas e menos monetaristas e que dependem do pagamento das mensalidades para sobreviver.

    Desejo muito sucesso na nova fase!

  • Elisa Capllonch
    25 fevereiro 2017 at 15:31
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    Escola sem partido, não significa escola sem valores. Democracia e pluralidade? Não é isso que se lê neste artigo. Quero só ver se vão deixar o meu comentário ou se vão “censurar”.

  • stefanie
    25 fevereiro 2017 at 18:42
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    É digno de nota e preocupação a compra da Escola da Vila por um grupo unicamente
    interessada em ganhos financeiros.
    A coerência do projeto pedagógico pode estar em risco.
    Porém é curioso notar que a carta dos funcionários parece mais preocupada em ampliar ganhos e direitos para todos os trabalhador e – algo que, pelo visto, não existia antes – que em defender o ensino, a qualidade, ou o projeto pedagógico.
    Se o grupo financeiro pagar mais e melhor, de repente eles serão “bonzinhos”?
    Por que colocar essas reivindicações que desviam da discussão principal?

  • MAURO SCARPINATTI
    25 fevereiro 2017 at 22:22
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    Isso é triste de mais!

  • Sandra Martins
    26 fevereiro 2017 at 1:47
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    Que vergonha!!! que alternativas pais responsáveis e funcionários terão? Porque a direção que vendeu a escola… e agora parece que não há como desfazer o que já foi sacramentado.

  • carolina Canedo vicari
    27 fevereiro 2017 at 22:16
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    Grande pesar por essa notícia. Sinceramente… O que essa direção tem na cabeça??? Óbvio que não acreditam realmente no que estão defendendo, ou não acreditam na Educação Freiriana 🙁

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