MBL ataca secundaristas com machismo e abusos

Por Paulo Jesus, especial para os Jornalistas Livres

No dia 27 Arthur Maledo do Val foi ao “programa de entrevistas” Pânico no Rádio para justificar suas recentes ações em viagens pelo Paraná na semana do dia 19 de outubro. Estado que protagoniza a onda de ocupações nacional dos estudantes mobilizados contra a MP 746, PEC 55 (anteriormente 241) e também contra a lei da mordaça.

Na quarta-feira, 19 de outubro, abusando de táticas machistas e questionáveis, quatro membros tentaram entrar em uma das maiores e mais simbólicas ocupações do Paraná, epicentro da primavera secundarista que já ultrapassa barreira de 850 instituições de ensino ocupadas no Estado, o Colégio Estadual do Paraná (CEP).

Arthur Maledo do Val tem páginas onde faz vídeos expondo posicionamentos políticos e ideológicos contrários ao seus. Por volta de uma e trinta, ele tentou entrar no CEP acompanhado de Renan Santos, um dos líderes do MBL que responde a mais de 60 processos judiciais. Esta tentativa acabou expondo adolescentes a situações vexatórias e degradantes e Arthur será investigado por atentado violento ao pudor pela delegacia da mulher.

Abordagem não honesta
André, estudante de 16 anos, foi um dos primeiros a ser abordado pelo youtuber. Ele conta que Arthur não se identificou, já chegou gravando sem pedir permissão, mas parecia estar “de boa”. Dizia que filmaria o próprio rosto sem mostrar os dos estudantes.

Parte de uma orientação de segurança, André não permitiu a entrada do membro do MBL e avisou os responsáveis pela recepção que “havia alguém da mídia” querendo fazer entrevistas. A medida foi adotada em todos os colégios da região de Curitiba uma semana antes por conta de uma tentativa de invasão protagonizada por Eder Borges, também membro do MBL.

Isabele Moro, que ironizou a coincidência de possuir o sobrenome do “infalível” juiz, é estudante de Filosofia da PUC-PR e atua como voluntária na recepção da escola. Ela foi até o portão para tentar reconhecer o veículo e acompanhar pelas instalações. Avaliação necessária sob a ótica dos estudantes, já que em outras ocasiões a imprensa distorceu declarações.

Segundo a voluntária, a “celebridade” da internet se apresentou como blogger do Mamãe Falei e começou a fazer perguntas como: vocês acham que realmente foi golpe?. “Eram perguntas decoradinhas. Começou a falar sobre a PEC como se houvesse mais investimentos no próximo ano, um monte de perguntas tendenciosas mesmo. Colocando os estudantes em situações constrangedoras. Resolvemos verificar o blog”, afirma Isabele. Os vídeos das fanpages Ocupa RS e Ocupa CEP mostram Andre Maledo do Val com uma lista de perguntas impressas.

Intenções não declaradas
Ao checar os perfis Mamãe Falei, os alunos se depararam com vídeos tendenciosos e neste momento perceberam que a intenção de Arthur não era a declarada: “de fazer uma matéria sobre as ocupações”. Os jovens começaram a alertar sobre as entrevistas que o youtuber queria fazer e a colocar todos para dentro das instalações da escola.

Também, de acordo com a estudante de Filosofia, os jovens pararam um carro da polícia militar e pediram para que os policiais ajudassem a retirar o “blogger” do pátio do colégio, mas os pms se negaram a ajudar dizendo que o problema não era deles. Enquanto alguns meninos e meninas entraram, outros ficaram para convencer os membros do MBL a saírem pacificamente do CEP. Além disso, também se propunham a alertar os alunos que chegavam para a assembleia.

Pausa estratégica: o lanchinho e os telefonemas para retornar com mais energia

Vendo que foram descobertos e avisados que os advogados que auxiliam as ocupações já se dirigiam para o local, os membros do MBL saíram do colégio e começaram a abordar os jovens que chegavam para a reunião e pessoas que passavam na rua para fazer perguntas. Segundo L, estudante de 16 anos, a organização da ocupação continuo alertando a todos que não deveriam dar entrevistas para aquele grupo, pois queriam desvalorizar o movimento secundarista. Após o fracasso da primeira tentativa, Arthur e os 3 colegas, deixaram a frente da instituição e foram a um shopping pouco distante do CEP.

L. os seguiu para ver se deixariam a região e para tranquilizar os colegas da escola. O jovem conta que os pretensos entrevistadores lancharam e ficaram ao celular boa parte do trajeto e da refeição. Depois de cerca de 30 minutos retornaram. “Eles voltaram já encrencando, voltaram afobados, metendo ‘o loco’. Neste momento ele começou a assediar. No cordão de isolamento quando ele empurrava as meninas, empurrava pelos seios. Nós estávamos simplesmente protegendo o prédio”, diz L.

Não bastasse o assédio físico, Arthur assediava verbalmente menores de idade dizendo coisas como: “linda, me dá um beijo”, “gostosa”. Segundo L, eles chegaram empurrando os estudantes que haviam feito um cordão humano. Arthur conseguiu chegar até a porta, utilizando essas artimanhas, mas havia uma segunda que já estava trancada, descreve L.
G., o estudante que aparece no vídeo sensacionalista com mais de 950 mil visualizações na página do MBL relata: “a gente se tocou de quem eram e não permitimos a entrada. Ele me deu as costas e me empurrou com o corpo e chegou até a porta. Faziam perguntas estúpidas como: ‘o que você faria se o MST invadisse sua casa? ’ Ele virava a câmera [ocultando o rosto] e mandava beijinhos para as meninas.

Gracinhas que escondem o Machismo de cada dia

Como não conseguiu forçar sua entrada, continuou com sua estratégia. “Ele ficou agressivo e provocativo, em um momento falou que me achou uma gracinha, falei ‘cara, me respeita tenho noivo’, mas ele falou ‘vai dizer se você fosse solteira, você não ficava comigo? ’ ”, lembra Isabele.

Na escada, ele tentou gravar um vídeo com J, estudante de 17 anos. Ela foi uma das jovens que foi assediada e apresentou queixa na delegacia da Mulher que fica em frente ao portão da escola, a cerca de 20 metros. “Ele estava se filmando com essa mão (indicando a mão direita) e com a outra livre. Nisso ele passou a mão do meu seio até minha cintura. Eu fiquei horrorizada, entrei e falei para um colega. Ele ficava falando ‘vocês são muito gostosas’, chamou a gente de vagabunda”, conta.

Arthur foi machista e ainda quis interpretar o direito de ir e vir segundo seu interesse. “Estava calor e as meninas estavam de vestido e shorts. Ele começou a assediar verbalmente, xingou a gente de burros que não sabíamos por que estamos aqui. Onde que está escrito que ele não pode filmar a gente, entrar aqui? Ele disse que podia nos provocar que é direito dele fazer isso. Ele podia tirar nosso direito de se manifestar”, relata.

Segundo J., o membro do MBL não respondia perguntas e somente continuava indagando com questões sobre aborto, FGTS e legalização. Pautas que, segundo os jovens, não são o foco da manifestação. “Não tinha diálogo. Quando a Gabrielly (uma das jovens da ocupação) começou a responder as perguntas dele e ele viu que ela estava destruindo a argumentação dele, ele parou de gravar”.

Gabrielly, que foi questionada por Arthur sobre as ocupações, afirma que o ato é de liberdade e que não há lei que impeça a manifestação deles, mas o bloger insistiu em dizer que sua liberdade de ir e vir estava sendo afetada, pois queria entrar no colégio. Gabrielly ainda afirma categoricamente: “certeza, é financiamento. O que eles vieram fazer aqui? Eles são de onde? São Paulo? Chegaram com a câmera na cara de todo mundo sabendo que tem adolescentes. Eles não deram a oportunidade de mostrar o que a gente sabe, foi uma armação”.

Bateu e correu

Após duas horas de insistência, por volta de quatro e meia da tarde, os estudantes organizaram um cordão humano para retirar pacificamente o membro do MBL da ocupação. Os outros três já se encaminhavam para fora das instalações.

“Ele agachava e passava a bunda em quem estava fazendo o cordão para retirar eles daqui. Lá fora ele me deu uma cotovelada no rosto, foi quando tentei fazer ele parar de filmar. Peguei a câmera e eles me empurram no muro. ”, conta G.
“Ele bateu no G, deu uma cotovelada nele”, de acordo com J. isso ocorreu quando o estudante tentou tampar a lente câmera, pois ele havia pedido para que não fosse filmado. Este momento é o que foi explorado como a agressão pelo MBL, no vídeo com mais de 950 mil visualizações.
J. e L. afirmam que os policiais da delegacia da Mulher, localizada do outro lado da rua, viram tudo e vieram em direção ao tumulto.

A polícia civil chegou neste momento em que ambos os grupos saíam dos muros da escola. A agitação atípica na ocupação chamou a atenção dos servidores de plantão, mesmo durante a greve.

“Com certeza o intuito deles é chegar aqui fazendo perguntas e coisas absurdas, fazer a galera se descontrolar e mostrar somente isso, não mostram os abusos dele, né? Óbvio! Eles fazem isso em todos os lugares, acho que isso é a principal função deles na verdade”, conclui um dos alunos.

Os membros do MBL foram conduzidos para a delegacia da Mulher pelos policiais. Em seu post, Arthur alega que ficou desacordado e que se abrigou na delegacia, mas os jovens rebatem. “Até a delegada falou isso: ‘nossa, eu mesma que estava ali na frente não vi tudo isso’”, conta J. Ele ainda afirmou, de acordo com relato de J., que fora agredido por 70 estudantes.

Na análise de Amanda, o MBL não queria apenas irritar os alunos, mas desmobilizar. “De fato eles vieram até Curitiba para desmobilizar as ocupações. Eles vieram com tudo para agredir mulher, estudante. Os vídeos deles foram um chamado para ganhar apoio das pessoas”. Segundo a futura bacharel em Geografia, a intenção deles era incitar a militância nacional que está se criando em torno do MBL.

“Em breve serei professora e estou colaborando de várias formas e é incrível a capacidade deles (os jovens) se organizarem e o quanto eles mantêm a escola viva, a escola limpa, com artes, com música, com todas as coisas que a gente sabe que o governo quer retirar com essa MP. Muito importante ressaltar que este processo não é só de ressignificação da escola. É o principal espaço deles. É uma luta historica que vai transformar a história de lutas do Paraná. A educação está em um novo rumo a partir destas lutas que eles estão travando (…) Se não me engano em São Paulo saiu um dado que os alunos que ocuparam as escolas tiveram o melhor rendimento escolar do que não ocuparam”. Conclui a futura esperançosa professora.

Assediando menores e seu futuro
Sobre o assédio, J. diz o que sentiu. “Por dentro a gente morre, para qualquer menina é um medo que a gente convive. Ainda li um comentário de uma menina dizendo que ‘ele ia sair de São Paulo para ir passar a mão em você me Curitiba?’ Aí eu penso, da mesma forma que ele saiu para provocar alunos! Porque é isso que eles fazem”.

J. conta que teve momentos difíceis durante a noite. “Em casa, tomei cinco banhos. Parece que ainda sentia (…) Eu me senti suja, sabe? Fiquei com nojo porque qualquer menina se sentiria assim. Teve um comentário de uma menina dizendo ‘tem menina que não aguenta uma passada de mão que sai falando que é assédio’, mas é porque é assédio, não é só uma passada de mão. Eu fiquei (abalada) é horrível. Depois que isso acontece com a menina ela passa a ter mais medo. A gente ficou na mesma sala na delegacia eu tinha vontade de vomitar nele. ”

Outra mulher que foi vítima de Arthur e de suas táticas conta como se sentiu. “Ele tentou me agredir, não tive condições de fazer meu B.O no dia (…) a primeira coisa que fiz foi ir para minha casa. Tentei fazer [B.O] ontem (23), mas está em greve. ” Amanda Feijó, estudante de Geografia da UFPR de 24 anos, é voluntária no transporte de alimentos entre as ocupações e visita muitos dos colégios da região da capital. “A gente percebeu que eles estavam de todas as formas subestimando a capacidade dos estudantes de discutirem os motivos da ocupação. Começaram a filmar e a me assediar. O Arthur tentou jogar a câmera na minha cara”. Amanda também reitera a versão que durante o cordão humano Arthur abusou das meninas e tentou beijá-las.

“Em dois momentos ele colocou a câmera na minha cara, no vídeo é visível a segunda vez em que ele tenta me assediar colocando a mão nos meus seios”. Em um dos “ao vivo”, feitos pela página Ocupa RS, Arthur aparece empurrando Amanda como foi descrito pelos outros jovens. Colocando a mão em seus seios. É possível perceber que Renan Santos e Arthur Maledo se divertiam com o incomodo e vexação que causavam.

Segundo J, que falou de sua dificuldade para aceitar a situação, “às vezes [o assédio] é mais psicológico do que físico. Porque não vai sair da minha cabeça, vou ver um homem parecido com ele e vou ter medo. Não é fácil”, afirmou comovida. “Todo mundo sentiu vergonha alheia, por eles.”, diz J, pela atitude “antiética” dos integrantes do MBL.

Sobre as consequências de abusos sexuais em vítimas jovens, Paulo Lenzi, advogado que assessorou J., afirma ter presenciado vários casos “nessas circunstâncias a superação do fato demora muito para ser digerida (…) A pessoa fica receosa vislumbrando um novo abuso com medo de sair, até de ir para escola”.

Além disso, em um vídeo, o youtuber mentiu sobre uma suposta desistência de J. ao fazer o exame de corpo de delito e de apresentar a queixa. O crime de assédio é privado só pode ser investigado após manifestação explicita e privada da vítima. “O advogado dele veio conversar com meu advogado, veio pedir para não representar, para não continuar…”

No dia 27 no “programa de opinião” Pânico no Rádio. Sua participação corrobora o que disseram os estudantes: “Fui entrando, (…) sendo inconveniente”. O youtubber e os apresentadores ainda satirizam adolescentes e o advogado que procurou auxiliar os jovens falando da maneira que ele estava vestido. Em outro vídeo gravado em Londrina Arthur Maledo, também fica visível a participação de Renan Santos, MBL, na investida pelo estado paranaense.

A jovem de 17 anos afirma que foi marcada audiência para dia 02 de dezembro, às 13h40. Por ter prestado queixa a estudante foi ameaçada, perseguida e hostilizada por simpatizantes e integrantes do movimento. “Chegaram uns outros piás que quiseram me xingar ‘é essa a vagabunda? ’. Ficaram esperando eu sair. O policial me acompanhou com minha mãe até o carro para impedir que filmassem o meu rosto. Eles queriam jogar minha imagem na internet. O policial me falou para tomar cuidado que eles iam ficar atrás de mim”. Paulo Lenzi, advogado que acompanhou J na delegacia, afirma que pediu para que a polícia escoltasse a jovem até o carro da família e impedisse Éder Borges e os outros membros de filmá-la e hostilizá-la. “Éder Borges desceu para frente da delegacia fez um vídeo e ficou aguardando com outros membros a saída da jovem”.

Eder Borges também levou lanches para seus colegas do MBL na delegacia. Segundo os alunos, o candidato do PSC que é líder do movimento na região, foi repreendido pela delegada que o local não era creche para trazer lanchinhos.

O MBL ainda alegou que a jovem tinha mais de 18 anos, de acordo com a estudante. Um dos advogados da adolescente teve que peticionar na tarde do dia 22, em caráter de urgência, que o processo fosse colocado em sigilo de justiça para preservar a identidade de J. A mesma confidenciou que prestou vestibular no dia 24 ainda muito abalada.

 

Qual seria o objetivo do MBL ao fazer isso?

O caso de assédio envolvendo Arthur Maledo Do Val foi registrado como atentado violento ao pudor. Para o advogado, o movimento é aparelhado e orientado a realizar estes tipos das ações. “Eles querem que alguém bata neles. Vem a uma escola com adolescentes e os enchem de provocações”, questiona Lenzi.
A manipulação das imagens dos adolescentes por parte do MBL é questionada por outro advogado que auxilia os adolescentes. “Percebi que o grupo que foi até lá tinha clara intenção de encontrar confusão. Faziam perguntas desconexas, o que era o FGTS, se concordavam com o FGTS, sempre esperando que alguém respondesse algo errado para então colocar isso na mídia (…) Tentaram de várias formas manipular o que estava acontecendo para que os estudantes ficassem como os agressores”, afirma Vitor Leme, outro advogado que auxiliará no caso. Segundo ele, o MBL não poderia publicar as imagens dos jovens sem autorização e pelo fato que os alunos solicitaram que não fossem filmados repetidas vezes, segundo relatos.

Mais uma história para o MBL

Na versão publicada por Arthur Maledo em sua página, ele frisa que ficou desacordado e foi agredido por várias pessoas, mas suas declarações aos oficiais da polícia do Paraná foram diferentes. Na versão oficial, diz ter sido imobilizado e que sua câmera foi danificada

Na delegacia, “comedido” Arthur Maledo do Val também alegou em seu termo circunstancial que tem renda mensal de apenas R$ 300,00 e é desempregado. Apurando o preço de uma passagem de ônibus convencional de Garulhos, onde afirmou morar, para Curitiba, ele gastaria mais de um terço de sua renda.

Lenzi afirma que “ninguém com 30 anos nas costas, desempregado viaja para outro estado para filmar uma ocupação de adolescentes em um colégio. Há algum tipo de financiamento nisso”.

Em Porto Alegre, Arthur Maledo é apontado pela imprensa gaúcha como um dos possíveis catalizadores do suicídio do assessor de Sebastião Melo, Plínio Zalewsky, (link) em campanha de acusações pela prefeitura da capital.

Em Curitiba, Eder Borges, em 2015, se envolveu em uma confusão semelhante à do CEP. Ele hostilizou estudantes da UFPR, vídeo disponível em sua página, xingando-os de “comunistas filhos da puta”, discutindo com uma jovem estudante. Ela, a estudante diz que na época ficou com medo. “Deu medo na época, porque a gente estava na ocupação. Eles passavam lá e sabiam quem era do movimento (…) No vídeo ele cortou, mas antes de começar a gravar a segunda parte o cara que estava na frente, me chamou de vadia comunista (…) Eram quatro homens, dentro de um carro, gritando o que queriam, xingando todo mundo. E depois que expuseram o vídeo teve muita gente no meu perfil enchendo o saco”.

O MBL na capital paranaense tem apoiado o movimento de desocupação das escolas. Eder Borges também marcou ato na mesma semana para expor cinco motivos para ser contra as ocupações e conclamar o movimento #DesocupaParaná. 22 apoiadores compareceram.


Já em outro episódio, um voo a caminho de Curitiba, Paulo Demchuk, agrediu a senadora Vanessa Grazzotin. Na ocasião os veículos de Comunicação relacionaram o advogado à organização.

Durante a apuração desta matéria, um estudante foi assassinado dentro das uma das ocupações da cidade e a página nacional do MBL fez afirmações sobre o ocorrido sem apurar os fatos, expondo a família e o jovem.

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