14 milhões de desempregados no Brasil

Os dados do IBGE mostram um cenário trágico para o mundo do trabalho e apontam para um desemprego recorde de 14 milhões, sendo que 5,8 milhões de brasileiros estão desalentados, ou seja, já não procuram mais trabalho. Há ainda 32,5 milhões de pessoas que compõem uma força de trabalho subutilizada, e muitas vezes trabalham poucas horas. Os dados ainda apontam para uma redução da renda dos trabalhadores em R$11, 5 bilhões ou 5,3%.
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Do site do IBGE: A taxa de desocupação (14,3%) no trimestre de agosto a outubro de 2020 cresceu 0,5 ponto percentual (p.p) em relação ao trimestre de maio a julho (13,8%) e 2,7 p.p. frente ao mesmo trimestre de 2019 (11,6%).

Indicador/PeríodoAgo-Set-Out 2020Mai-Jun-Jul 2020Ago-Set-Out 2019
Taxa de desocupação14,3%13,8%11,6%
Taxa de subutilização29,5%30,1%23,8%
Rendimento real habitual (R$)2.5292.5682.391
Variação do rendimento real habitual em relação a: -1,5% (estável)5,8%

população desocupada ou desempregada (14,1 milhões de pessoas) cresceu 7,1% (mais 931 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e aumentou 13,7% (1,7 milhão de pessoas a mais) em relação ao mesmo trimestre de 2019.

população ocupada (84,3 milhões de pessoas) subiu 2,8% (mais 2,3 milhões) frente ao trimestre anterior e caiu 10,4% (menos 9,8 milhões) frente ao mesmo trimestre de 2019.

nível de ocupação (48,0%) subiu 0,9 p.p. frente ao trimestre anterior e caiu 6,9 p.p. contra o mesmo trimestre de 2019.

A taxa composta de subutilização (29,5%) caiu 0,7 p.p. em relação ao trimestre anterior (30,1%) e subiu 5,7 p.p. frente ao mesmo trimestre de 2019 (23,8%). A população subutilizada (32,5 milhões de pessoas) não teve variação significativa frente ao trimestre anterior e subiu 20,0% (mais 5,4 milhões) contra o mesmo trimestre de 2019.

população na força de trabalho (98,4 milhões de pessoas) subiu 3,4% (mais 3,2 milhões de pessoas) frente ao trimestre anterior e caiu 7,6% (menos 8,1 milhões) em relação ao mesmo trimestre de 2019. A população fora da força de trabalho (77,2 milhões) caiu 2,2% (menos 1,8 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior e cresceu 19,0% (mais 12,3 milhões) frente ao mesmo trimestre de 2019.

população desalentada, que não procura mais emprego,  (5,8 milhões) não teve variação significativa frente ao trimestre anterior e cresceu 25,0% (mais 1,2 milhão de pessoas) ante o mesmo trimestre de 2019.

percentual de desalentados na população na força de trabalho ou desalentada (5,5%) ficou estável frente ao trimestre anterior e subiu 1,4 p.p. ante o mesmo trimestre de 2019.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada (29,8 milhões) no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) aumentou em 384 mil pessoas frente ao trimestre anterior, embora sem variação estatisticamente significativa, e caiu 10,4% (menos 3,4 milhões de pessoas) ante o mesmo trimestre de 2019. O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (9,5 milhões) aumentou 9,0% (mais 779 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e caiu 20,1% (menos 2,4 milhões) ante o mesmo trimestre de 2019. O número de trabalhadores por conta própria (22,5 milhões) subiu 4,9% (mais 1,1 milhão) contra o trimestre anterior e caiu 8,1% (menos 2,0 milhões de pessoas) frente ao mesmo período de 2019.

O número de trabalhadores domésticos (4,7 milhões de pessoas) não teve variação significativa frente ao trimestre anterior e caiu 25,5% (menos 1,6 milhão) ante o mesmo trimestre de 2019.

taxa de informalidade chegou a 38,8% da população ocupada (ou 32,7 milhões de trabalhadores informais). No trimestre anterior, a taxa foi de 37,4% e, no mesmo trimestre de 2019, de 41,2%.

rendimento médio real habitual (R$ 2.529) no trimestre terminado em outubro ficou estatisticamente estável frente ao trimestre anterior (R$ 2.568) e subiu 5,8% contra o mesmo trimestre de 2019 (R$ 2.391). A massa de rendimento real habitual (R$ 207,9 bilhões) ficou estável frente ao trimestre anterior e caiu 5,3% (menos R$ 11,7 bilhões) em relação ao mesmo trimestre de 2019.

Nos grupamentos de atividade, frente ao trimestre anterior, a ocupação cresceu em quatro dos dez grupamentos: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,8%), Indústria (3,0%), Construção (10,7%) e Comércio e reparação de veículos automotores (4,4%). Nos demais grupamentos, não houve variações estatisticamente significativas.

Frente ao mesmo trimestre de 2019, a ocupação recuou em oito dos dez grupamentos: Indústria (-10,6%), Construção (-13,7%), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-11,2%), Transporte, armazenagem e correio (-13,4%), Alojamento e alimentação (-28,5%), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (-4,0%), Outros serviços (-20,4%) e Serviços domésticos (-25,4%). Nos dois outros grupamentos, não houve variações estatisticamente significativas.

força de trabalho potencial (12,0 milhões de pessoas) caiu 14,0% (menos 2,0 milhões de pessoas) frente ao trimestre anterior e aumentou 54,9% (mais 4,3 milhões de pessoas) ante o mesmo trimestre de 2019.

O número de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas (6,5 milhões) aumentou 11,9% em comparação com o trimestre anterior (mais 688 mil pessoas) e caiu 7,8% (menos 546 mil pessoas) ante o mesmo trimestre de 2019.

O número de empregadores (3,9 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre anterior e recuou 12,7% ante o mesmo trimestre de 2019 (menos 567 mil pessoas).

A categoria dos empregados no setor público (12,0 milhões de pessoas), que inclui servidores estatutários e militares, manteve estabilidade em ambas as comparações.

rendimento médio real habitualmente recebido no trabalho principal, frente ao trimestre anterior, recuou em quatro grupamentos de atividades: Construção (-4,9%); Transporte, armazenagem e correio (-6,9%); Outros serviços (-6,8%) e Serviços domésticos (-4,7%). Os demais grupamentos não apresentaram variações significativas.

Ante o mesmo trimestre de 2019, o rendimento só aumentou no grupamento da Indústria (11,8%). Houve redução em dois grupamentos: Transporte, armazenagem e correio (-5,6%) e Serviços domésticos (-3,2%). Não houve variações estatisticamente significativas nos sete grupamentos restantes.

A análise do rendimento médio real habitualmente recebido no trabalho principal, segundo a posição na ocupação, frente ao trimestre anterior, mostrou queda em duas categorias: Trabalhador doméstico (-4,7%) e Trabalhadores por Conta Própria (-3,0). As demais posições não apresentaram variações significativas.

Ante o mesmo trimestre de 2019, houve aumentos em três categorias: Empregado com carteira de trabalho assinada (3,4%); Empregado sem carteira de trabalho assinada (11,1%) e Empregado no setor público (4,1%). A única queda foi entre os Trabalhadores domésticos (-3,2%). As demais categorias mostraram estabilidade.

Evolução do desemprego no Brasil

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